13/01/2021

Própolis

               

        As abelhas pegam a resina de plantas, misturam-na com enzimas da saliva e criam a própolis. A cor, sabor, aroma e qualidade da própolis podem ser diferentes, de acordo com sua origem botânica e espécie de abelha que a produziu.
       A própolis serve para vedar e proteger a colméia contra fungos e bactérias, além de embalsamar corpos de insetos invasores para evitar contaminações e impedir a entrada de outros insetos e microorganismos dentro da “casa” das abelhas.
       No caso da própolis verde, a planta que as abelhas utilizam se chama alecrim-do-campo, ou vassourinha (Baccharis dracunculifolia), que é um tipo de vegetal encontrado somente no Brasil e as abelhas produtoras são as abelhas africanizadas, as mais comuns de se ver e que são usadas para a produção comercial de mel.
        Através de vários testes e análises, os pesquisadores descobriram que a própolis verde é superior aos demais tipos de própolis, pois ela possui mais de 70 compostos químicos diferentes, ampliando seu potencial curativo.
        Hoje existe um interesse mundial na própolis verde produzida a partir da resina do alecrim do campo, tanto que mais de 30 compostos químicos extraídos da própolis verde já foram patenteados por empresas estrangeiras, em sua maioria, japonesas. Saiba que no Japão esse tipo de medicamento natural é muito valorizado e estudado, inclusive para ser aplicado em tratamentos contra o câncer.
        No Brasil, a produção da própolis verde tem beneficiado os apicultores devido à sua valorização no mercado nacional e internacional, tanto que muitos deles deixaram de produzir o mel para dedicarem-se somente à produção da própolis verde.


TODOS OS BENEFÍCIOS DO PRÓPOLIS VERDE:

        Já se sabe há muito tempo que a própolis e seus extratos têm um efeito positivo sobre a regeneração de tecidos, além de ter aplicações em tratamento de várias doenças.
        A Comunidade Científica e Médica reconhece perfeitamente as propriedades antibacterianas, fungicidas, anti inflamatórias, cicatrizantes, viricidas, imuno estimulantes e antioxidantes da própolis.
        Em sua composição há vitaminas do complexo B, C, H e O, além de flavonóides, galangina, resinas com bálsamo, cera e pólen, o que confere à própolis todos os seus poderes terapêuticos.

Ação cicatrizante: por ser rica em flavonoides e aminoácidos (substâncias conhecidas pela ação regeneradora de tecidos do corpo), a própolis verde pode ser eficaz em tratamentos de feridas, dermatites, queimaduras e úlceras;

Ação analgésica: a própolis verde também pode ser indicada para o alívio de dores graças à sua função anestésica, podendo auxiliar no combate da dor de garganta, dente e muitas outras;

Ação antibacteriana: a eficiência da própolis para combater as bactérias nas colmeias, também pode ser usada em humanos, apresentando, ainda, uma vantagem extra: diferentemente do que ocorre com os antibióticos produzidos em laboratórios, as bactérias não desenvolvem resistência à própolis. Por isso, ela é indicada para tratar doenças como angina, amidalite, faringite, laringite, gengivite, estomatite, abcesso dentário, sinusite, bronquite, pneumonia, gripe, rinite e muitas outras;

Ação antifúngica: a própolis verde é indicada para auxiliar no tratamento de diversos tipos de fungos, sobretudo para tratar problemas no couro cabeludo, na região genital, micoses e frieiras em geral;

Ação antiviral: além de ser muito indicada para o tratamento de bactérias, a própolis verde pode ser muito eficiente para combater alguns tipos de vírus (como os que causam herpes, gripes, resfriados, conjuntivite e dores de garganta);

Ação antioxidante: a própolis age contra os radicais livres que causam o envelhecimento das células e preserva a ação de outro importante antioxidante para o corpo, a vitamina C;

Ação anticancerígena: o Artepellin C é a principal substância da própolis verde, responsável pelos benefícios na prevenção e em tratamentos de câncer.  De acordo com estudos, além das propriedades antibacterianas, essa substância pode auxiliar na inibição do crescimento de células tumorais e no aumento do número total de linfócitos, que indicam a ativação do sistema imune. E mais: o Artepellin C pode contribuir na indução da morte das células cancerígenas sem afetar as células normais. Por isso, para os japoneses, a própolis verde é uma verdadeira “quimioterapia natural” que não agride as células sadias.


COMO CONSUMIR A PRÓPOLIS

         Uso oral: A própolis para uso oral é desenvolvida por laboratórios e apresenta-se geralmente na forma de extratos, spray, pastilhas, balas, suspensão, xaropes, comprimidos, cápsulas e em gotas. A substância jamais deve ser manipulada em casa.
         As cápsulas gelatinosas são melhores para ingerir e mais facilmente solúveis no organismo, sem contar que em uma cápsula pode conter outros componentes combinados ricos para a saúde e determinados fins.
         Uso cosmético: Existem vários cosméticos à base de própolis, como xampus, cremes faciais e outros, auxiliando no tratamento de problemas como a caspa, acnes e alergias na pele.

 

 

 

 

 

Referências:

FISHER, G. et al. Imunomodulação pela Própolis. Artigo de Revisão. Arq. Inst. Biol. v.75, n.2, p.247-253, São Paulo, abr./jun., 2008.
BANSKOTA, A.H.; TESUKA, Y.; KADOTA. S. Recent progress in pharmacological research of propolis. Phytotherapy Research, v.15, p.561-571, 2001.
GALATI, G.; TENG, S.; MORIDANI, M.Y.; CHAN, T.S.; O´BRIEN, P.J. Cancer chemoprevention and apoptosis mechanisms induced by dietary polyphenolics. Drug Metabolism and Drug Interactions, v.17, p.311-349, 2000.
Barth O M. 2004 Melissopalynology in Brazil: a review of pollen analysis of honeys, propolis and pollen loads of bees Sci. Agric.(Piracicaba, Braz.), 61:342-350
Revista Brasileira de Farmacognosia
Denise Pimenta da Silva Leitão, Ademar Alves da Silva Filho, Ana Cristina Morseli Polizello, Jairo Kenupp Bastos and Augusto César Cropanese Spadaro, 2004. Comparative Evaluation of in-Vitro Effects of Brazilian Green Propolis and Baccharis dracunculifolia Extracts on Cariogenic Factors of Streptococcus mutans, Biol. Pharm. Bull., Vol. 27, 1834-1839
https://pt.wikipedia.org/wiki/Própolis 
https://www.hindawi.com/journals/ecam/2013/964149/ 
http://www.apidologie.org/articles/apido/full_html/2010/03/m09142/m09142.html

                   

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